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Como é uma clínica de Recuperação para Dependentes Químicos

 

Tantos os familiares quanto amigos, ao deixarem seus filhos, parentes ou amigos em instituições de recuperação muitas das vezes se perguntam; como é uma clínica de recuperação para dependentes químicos? A resposta é muitos simples, leia esse artigo até o final e logo descobrirá como funciona um instituição para pessoas que sofrem da doença do comportamento adictivo.

A doença da dependência química


Muitas pessoas sabem que a dependência química é uma doença complicada de lidar, pois não envolve somente o tratamento do dependente, mas sim um tratamento de pessoas que são consideradas co dependentes. Existem indivíduos que apesar de terem na família o dependente químico, desconhecem que a questão do vício na substância e dos comportamentos que fazem com que o dependente defenda o uso, sequer sejam parte de doença. Muitos chamam até de “sem vergonhice” por não possuírem as informações necessárias para realmente compreender como funciona esse processo de dependência.

Que ninguém fica dependente químico da noite pro dia, isso todo mundo sabe. Existem pessoas que levam anos à se tornarem dependentes químicos oficiais. Os comportamentos obsessivos e compulsivos, surgem em certas situações da vida a suprir certas dificuldades emocionais, e justamente é aí que entra a questão da dependência química. Pois aos poucos o indivíduo vai se tornando dependente, à ponto de quando realmente quiser se livrar desse comportamento compulsivo e da substância, não o consegue.

Mas o que isso tem haver com a clínica de recuperação para dependentes químicos? Tudo, simplesmente tudo. Existe um processo cuja pessoa passa para se tornar dependente, e existe a operação reversa. O mesmo ocorre em recuperação. Reverter esse comportamento e resgatar as pessoas que sofrem do comportamento adictivo em prol a substância de escolha, não acontece do dia para noite, é algo gradual e envolve questões psicológicas. Por isso, a importância das instituições. Muitos dos dependentes químicos, dependendo da substância de escolha, não conseguem cessar o uso para poder mudar essa questão do pensamento, então precisam de instituições para os auxiliarem nesse processo de resgate do eu. Algo que vai além da medicação e profilaxia. Mas sim, olhar para si e entender os próprios pensamentos.

 

Por Dentro da Internação (CT’s)

 

Nesse artigo vamos fomentar e desenvolver nossa premissa à partir de CT’s (Comunidades Terapêuticas) convencionalmente chamadas de clínicas de reabilitação. São dentro dessas unidades que haverá um acompanhamento e um respaldo de uma equipe técnica composta por psicólogos, terapeutas ocupacionais, equipe de enfermagem e outros profissionais da área da saúde. São dentro dessas instituições que acontecem o resgate do dependente para antes da questão dos processos que envolvem o comportamento adictivo em si.

Novamente, ao perguntar como é uma clínica de recuperação para dependentes químicos, e se há a necessidade de todo esse aparato na questão do tratamento, a resposta é um assertivo SIM. Primeiro, que as clínicas de reabilitação, para serem eficazes no processo da internação precisam conquistar a confiança do paciente. Precisam fazer com que a pessoa que foi institucionalizada pela dependência química tenha adesão ao tratamento, e para fazer isso, fazem com que a pessoa se sinta acolhida justamente para que ao longo do processo, o paciente seja recuperado.

 

Equipe Técnica

 

A equipe técnica normalmente é composta por profissionais ligados à área da assistência social, equipe de enfermagem, equipe de nutrição, monitores, equipe de resgate (CT’s Fechadas) e GAP’s (Grupo de Apoio – que normalmente são internos com maior tempo de internação). Todos esses profissionais frequentam a instituição devidamente justamente para realizarem o acompanhamento dos pacientes envolvidos no tratamento. Normalmente as instituições levam os pacientes que necessitam de cuidados especiais, seja por já possuírem algumas comorbidades à médicos locais que normalmente prescrevem os medicamentos para que a instituição os administre de forma adequada. Justamente para ajudar no alívio da ansiedade e como resultado, na adesão mais eficaz ao tratamento.

 

Lazer e Responsabilidade


Piscinas, áreas de lazer normalmente belas e arejadas, academias, centro de caminhadas e esportes, enfim, famílias tem o pré julgamento que clínicas de recuperação são como um SPA para o dependente químico, quando na verdade a situação não é bem assim. Elas tem uma infra-estrutura grande e são facilitadoras para a adesão ao tratamento, pois na verdade quem o faz é o próprio adicto em recuperação. Esses ambientes juntamente com os profissionais da saúde, trazem esse conforto para o paciente e fazem com que haja a sensação de acolhimento. De que não estando sozinho e com amparo, tudo se resolverá.

Apesar de bonita e agradável, a instituição fornecerá ao paciente suas responsabilidades dentro da mesma. Com normativos e regras à serem cumpridas. Estar internado, não é lazer, é um enfrentamento onde não há família por perto. Onde olhar pra si, é um desafio. Então regras e ordem são necessárias. E além do mais, principalmente no início, existe a questão do enfrentamento da abstinência, que em alguns casos, é extremamente dolorosa.

A rotina pré-estabelecida é diversificada e é bem definida. Existe horário para despertar, comer, trabalhar, ter lazer, ter espiritualidade, fazer acompanhamento com profissionais da saúde como psicólogos e assistentes sociais, momentos de reflexão em grupo, atendimento de grupos de apoio como Narcóticos Anônimos e Amor Exigente, enfim tudo é muito bem organizado. Além do mais, essa rotina é extremamente importante para resgatar a responsabilidade ao realizar as tarefas. As reuniões são necessárias justamente para interações em grupos e trabalhar a questão da sociabilidade perdida durante o processo de evolução da doença resultando em isolamento social.

 

Um Trabalho Gradual

 

Para finalizar nosso entendimento sobre como é uma clínica de recuperação para dependentes químicos, devemos entender que dentro das instituições, ao longo do processo de tratamento, onde normalmente variam entre 30 à 360 dias, dependendo do tipo de dependência, e do estado que o paciente chega à instituição. Se demanda tempo e um tratamento enfático, justamente para fazer com que essa adesão seja total e não parcial. Assim o paciente institucionalizado não recorre à famíla para que seja transferido de unidade, mas sim, que permaneça na mesma. Trocar de unidades demasiadamente, atrapalha o processo de adesão e adaptação ao tratamento. Enquanto permanecer na mesma unidade, trabalham-se questões de aceitação e adaptação.

Por fim, cuidar de alguém que sofre da doença da dependência química e do comportamento adictivo compulsivo e obsessivo, não é simples. Envolvem diversas questões, diversos profissionais da saúde e principalmente uma mudança total e não parcial de hábitos comportamentais antigos. Não existe ex-dependente químico, não existe ex adicto, pois a doença é comportamental, então até a presente data não há cura. Mas há sim uma recuperação gradual. Onde cada dia limpo é um desafio, e cada dia limpo é um dia vencido.

Renan Rugolo Ré
Renan Rugolo Ré

“Não somos responsáveis pela nossa doença, mas somos responsáveis pela nossa recuperação”