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Junho Branco

Até esses tempos atrás, nem mesmo eu sabia o que significava Junho Branco. Na quinta- feira dia 25/06/2020 eu vi uma postagem no Instagram sobre junho branco e que dia 26/06 seria o dia internacional do combate às drogas. Eu sinceramente fiquei abismado porque não imaginava que essa data foi estipulada pelas Nações Unidas em prol à esse combate. O que é muito gratificante saber disso pois só quem é adicto sabe o quão importante é falar dependência química e todo o transtorno social que ela causa.

Dia Internacional de Combate às Drogas (Dia internacional Contra o Abuso de Tráfico Ilícito de Drogas) é celebrado mundialmente no dia 26/06. Essa data foi criada pela ONU (Organizações das Nações Unidas) em campanha internacional do combate contra às drogas. Além do mais é em Viena, que é lançado um relatório anual nesta data sobre a situação do globo envolvendo o dilema das drogas, desde tráfico, morte de dependentes e a violência envolvida nesse processo.

O Brasil não é o maior consumidor de cocaína e crack do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas quando se leva em consideração a violência envolvido na questão do tráfico, o Brasil lidera o ranking mundial. Segundo dados de pesquisa, no Brasil em 2018 aconteciam em média 30 homicídios para cada 100 mil habitantes. Neste mesmo ano foram mais de 60 mil mortos, quase o dobro de mortos envolvidos em guerra de facções no México no mesmo ano.

O maior problema que o Brasil enfrenta atualmente é justamente as gigantescas facções criminosas para o domínio de territórios de consumo, e as milícias envolvidas nesse processo. Se não for criada uma estratégia de combate à esse crime organizado agora, o país entrará em um colapso social gigantesco onde principalmente o sistema público de saúde sofrerá com dezenas de milhares de pessoas que estarão envolvida com a questão de dependência, além do mais os familiares que poderão pedir afastamentos por depressão.

Um exemplo mais palpável e simples é que, esse ano de 2020, um ano marcado na história pela pandemia do coronavírus (SARS-Cov-2) onde o isolamento social foi primordial para minimizar os impactos epidemiológicos na população e minimizar a lotação no sistema de saúde de diversos países.

Mas ao mesmo tempo, foi este isolamento que fez com que o aumento na procura do uso de substâncias disparasse. Em contrapartida, com o fechamento de fronteiras pelos países afetados pelo coronavírus, levou a escassez de narcóticos e como consequência a diminuição da pureza gerando mais problemas para o indivíduo que consome essas substâncias.

A ONU fornece os dados para todos os países. Ela faz as pesquisas com os dados fornecidos e os cruzam. Cabem as instituições de governo e políticas públicas criarem uma trajetória para minimizar esse impacto das drogas na sociedade. Portanto não basta só ser passivo no recebimento de informações.

Deve-se criar um plano e envolver a saúde pública e de apoio psicossocial, aliando serviços de proteção da sociedade para minimizar o impacto das drogas atualmente. Dessa maneira fica mais fácil criar campanhas de conscientização sociais e de identificar os fatores que nos ajudem a minimizar a questão do tráfico e de consumo. Sendo assim transformando a sociedade e deixando-a sadia, isso é Junho Branco.

(fontes: UNIAD – Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas / Gen Jurídico e ONU.org / UFES “CEPAD” Centro de Estudos de Pesquisa sobre Alcool e Drogas / DW Notícias -“Anabel Hernández” – Coluna Contra Corrente)

Renan Rugolo Ré
Renan Rugolo Ré

“Não somos responsáveis pela nossa doença, mas somos responsáveis pela nossa recuperação”