Quais os riscos do consumo de álcool na adolescência?

Não é novidade para ninguém que as principais vítimas das drogas ilícitas do álcool são os mais jovens. Isso acontece por causa das festas e influências de amigos que são comuns na adolescência. Neste artigo nós iremos falar um pouco sobre quais os riscos do consumo de álcool na adolescência. Boa leitura!

Sobre o que acabamos de falar no parágrafo anterior, a cada dez pessoas que começam a beber antes dos 15 anos, seis fazem isso em festas ou por influência dos amigos.

Uma pesquisa feita pelo IBGE com dez mil estudantes de ambos os sexos entre 13 e 17 anos mostra que um a cada quatro entrevistados já sabia o que era ficar bêbado.

Outra pesquisa do CISA (Centro de Informações sobre Álcool e Saúde), de 2019, mostrou que 43,8% dos adolescentes consumiram bebidas alcoólicas em festas e 17,8% entre amigos.

No Brasil, apesar da existência da Lei no 13.106/2015, que proíbe a oferta de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade, 9,4% teve permissão da família e 3,8% bebeu em casa com permissão. Parecem números pequenos, mas não são. Até porque, sem nem perceber, muitas vezes, os pais oferecem a experiência do álcool antes da hora.

A bebida representa uma experiência de acesso ao mundo adulto. Como o comportamento de consumo de bebidas alcoólicas é observado no mundo adulto com regularidade, serve como um modelo a ser seguido pelos adolescentes e jovens.

Também a possibilidade de alterar a própria consciência e experimentar novos estados psicológicos importa para os jovens, já que eles estão exatamente em uma idade de renovação da personalidade.

E o álcool é uma alternativa fácil que a sociedade oferece para essa experimentação, sem orientar os jovens e adolescentes a respeito dos riscos.

Entenda quais os riscos do consumo de álcool na adolescência

Os comportamentos aprendidos precocemente se enraízam mais profundamente em nossa personalidade e são mais difíceis de modificar.

Eles ficam sempre como uma alternativa para nossas vidas. Psicologicamente, isso quer dizer que alguém que aprende a beber cedo, vai ter a embriaguez como uma alternativa de comportamento toda vez que tiver uma dificuldade psicológica ou quiser experimentar prazer.

Essa precocidade coloca o organismo sob os efeitos do álcool por mais anos. Elevando a chance de uma série de doenças que encurtam a vida ou pioram a qualidade de vida.

A chance de uma dependência química aumenta quando a personalidade é imatura. Isso ocorre tanto por motivos psicológicos (aprendizado de padrões de comportamento) como biológicos (os circuitos cerebrais são mais vulneráveis nessa idade).

O organismo aprende na adolescência o que deve fazer na idade adulta. Beber cedo é equivalente a preparar a mente e o cérebro para viver sempre bebendo, o que aumenta muito o risco de se tornar dependente.

Os que começam a beber aos 14 anos têm probabilidade quatro vezes maior de apresentar dependência alcoólica do que aqueles que iniciam o consumo após os 21 anos de idade.

O início precoce do consumo aumenta o risco de lesões corporais, o envolvimento em acidentes com veículos. Eleva também a vulnerabilidade a riscos, como gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis. Mulheres e meninas, como sempre, são as principais vítimas.

Para evitar tudo isso, é preciso dialogar sobre o assunto. É preciso falar sobre o tema, sem medo e sem tabu. Conversar ainda é uma das melhores dicas.

Se você precisa de ajuda para vencer a dependência alcoólica, entre em contato com a equipe da Clínica De Reabilitação Restituindo Sonhos. Será um prazer para nós poder ajudar!

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Clínica de Reabilitação Química e Alcoólica