WhatsApp

(11) 97333-2909

Unidades em todo o Brasil

Resgate 24 horas

(11) 97333-2909

Clique aqui e faça sua ligação

WhatsApp

(11) 97333-2909

Unidades em todo o Brasil

Resgate 24 horas

(11) 97333-2909

Clique aqui e faça sua ligação

Como Ajudar um Adicto Em Recuperação?

Tratar da doença do comportamento do adictivo aliado ao consumo de substâncias psicoativas é relativamente fácil, mas como ajudar um adicto em recuperação de forma efetiva? Aí a questão é mais complicada do que se imagina. A doença da dependência química é uma das doenças mais estudadas dentro do campo da medicina justamente porque ela agrega não apenas os comportamentos obsessivos e compulsivos do adicto, mas também de como os laços entre ambas as partes envolvidas se afrouxam. Podendo existir uma relação de codependência – apego demasiado a pessoa que é adicta – como também uma relação de abandono, seja ela por taboo ou desinformação.

Como frequentemente relatamos em nossos artigos, a dependência química não é apenas meramente uma “sem vergonhice”. Ela é um transtorno mental e comportamental onde a pessoa que já tem uma predisposição genética ou não, desenvolve um comportamento adictivo aliado ao consumo de uma substância ou substâncias psicoativas. Não é “sem vergonhice” ao ponto de trocar a vida em prol a substância, muito pelo contrário, é uma doença. E nós da equipe Restituindo Sonhos sabemos muito mais sobre a dependência química e em como ajudar um adicto em recuperação, tanto é que viemos compartilhar isso com vocês.

 

Uma Troca nada Justa

Estamos sempre ressaltando que a pessoa que é dependente químico realiza uma troca nada justa. Ela troca família, amores, amigos, amizades, trabalho, companheirismo, sonhos, e até mesmo a vida em prol a uma substância. Cuja apesar de momentaneamente trazer prazer, ao longo do processo de uso, trás para consigo consequências terríveis, danosas e às vezes, irreversíveis. Portanto nada de “sem vergonhice”, vamos falar de doença. O processo de se tornar um dependente químico envolve vários fatores externos e também internos, além do mais é um processo que não acontece da noite para o dia. É algo progressivo e sorrateiro. E quando a pessoa já se dá conta que é dependente, já se perdeu tanto em diversas áreas da vida, que contabilizar tudo isso, trás mais o desejo da substância.

  • Um fator Químico
    Quando falamos que é um processo químico, essa questão de apego à substância realmente o é. O cérebro realiza diversas funções e para realizá-las ele necessita que certos hormônios sejam liberados para que se realizem as tarefas diárias. Para que se tenha um reflexo diante certa situação, dependemos da adrenalina. Um hormônio que por sua vez é responsável por ativar os neurotransmissores de maneira que uma tarefa importante seja focada unicamente. A questão dos reflexos que temos perante certas situações de emergência envolvem adrenalina e outros hormônios. Além do mais a dopamina, serotonina e outros hormônios do mesmo complexo que são administrados pelo córtex pré-frontal também são liberados em diversas atividades rotineiras. Sendo elas através de exercícios físicos, relações sexuais ou de atividades que envolvam lazer. Além do mais esses mesmos hormônios podem ser liberados quando se utilizam agentes externos como o tabagismo (nicotina) e o consumo de narcóticos como cocaína e crack.

  • Um fator Físico
    O fator físico envolve todo a questão de apego a substância. É como se a substância fizesse parte da rotina. O corpo pede, então tenho que suprir os desejos. Sendo assim, na maioria dos casos, o dependente químico recorre ao uso de entorpecentes e começa a criar atitudes pertinentes ao consumo da substância, aliviando o desconforto da vida. Essas atitudes podem ser consideradas como gatilhos de uso, isso quando o dependente está em recuperação. Os hábitos podem estar vinculados ao primeiro gole ou consumo, ou serem atribuídos após primeira dose como por exemplo, beber e usar drogas.

  • Os Riscos
    São dezenas os riscos que envolvem o dependente químico, podendo ser desde um comportamento lastimável em reunião de família, como até mesmo uma letalidade por overdose. Além do mais, existem diversas substâncias que fazem com que o dependente químico, através do uso abusivo, tenha futuros problemas ou comorbidades em decorrência desse abuso constante. Transtornos como esquizofrenia, bipolaridade, transtorno de personalidade borderline e outros podem estar envolvidos na questão desse uso.

 

Como Estender a Mão?

Como estender a mão para alguém que se encontra nessa situação? Como ajudar um adicto em recuperação efetivamente? Com conversa, quebra de taboos e paradigmas, e convicção efetiva de ambas as partes que é uma doença. Primeiro não pode se achar que a pessoa pára quando quer, ou que é uma sem vergonhice, ou que é uma fase. Após instalada a doença do comportamento adictivo aliado ao consumo de uma substância, infelizmente o quadro é irreversível e todas as partes conviveram com um dependente químico pro resto da vida. A questão é como fazer um procedimento de recuperação eficaz e menos indolor possível?

Com muita conversa, muita intervenção e muita informação. Existem órgãos de saúde pública como CAPS – Centro de Atenção Psicossocial que nada mais são que braços do SUS para realizar o tratamento da saúde mental. Nestes centros é de vital importância, caso não haja o conhecimento sobre a dependência química, procurar informações e atendimento de apoio para que seja dado o primeiro passo do tratamento.

Após isso, criar um plano de tratamento específico ao dependente. Pois cada dependente químico tem suas peculiaridades e desenvolve a doença de uma maneira específica, então, nada mais justo que um tratamento específico. Sendo assim, não se deve também marginalizar as instituições que realizam o processo de internação. E juntamente com isso, também não se deve romantizá-las. Achar que é simplesmente botar o familiar na clínica e esperar que ele saia curado não procede.

Entender como ajudar um adicto em recuperação é complicado, mas após esse entendimento, realizar o tratamento pode ser algo mais satisfatório. Entender que a codependência é uma corda bamba também. Ajudar uma pessoa a procurar ajuda psicológica, psiquiátrica e de efetivo tratamento pode ser parte integral do familiar ao tratamento do dependente, porém escolher ser tratado é algo que apenas o dependente químico pode escolher. Existem tarefas que são pertinentes à familiares e amigos, outras que são apenas pertinentes ao adicto que escolherá estar ou não em recuperação.

Renan Rugolo Ré
Renan Rugolo Ré

“Não somos responsáveis pela nossa doença, mas somos responsáveis pela nossa recuperação”